12/04/2006 13h10 - Atualizado em 18/07/2012 01h24

Michelle Tavarez

“Mulher tem que treinar muito”

Faixa-preta da Nova União, com passagem pelo Shooto japonês, Michelle Tavarez foi um dos destaques do Showfight 4, que rolou no dia 6 de abril em São Paulo. Michelle finalizou Aderly Madonna com um triângulo em uma das superlutas da noite. Aos 27 anos de idade, com um cartel de 5 lutas e apenas uma derrota, a atleta de 56kg se prepara agora para a Copa do Brasil e para a Copa do Mundo de Jiu-Jitsu. Em entrevista exclusiva ao site TATAME, Michelle avaliou sua luta contra Madonna, além de falar sobre seus planos para o futuro e de dar dicas para as mulheres iniciantes no mundo da luta. “Mulher tem que treinar muito, o dobro do que o homem treina. Para ser boa de verdade, tem que treinar demais e querer muito”, disse a fera para todas as suas fãs e admiradoras. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Conte um pouco como foi a sua luta no Show Fight 4?

Foi tranqüila, Graças a Deus. Deu tudo certo, eu tinha treinado bastante e assim consegui a finalização em cima da Madonna. Você já conhecia a jogo da sua adversária (Madonna)?

Bom, eu já sabia que ela era vice-campeã brasileira e que ela é muito boa no Muay Thai, então treinei bem chão, que é a minha melhor parte. Eu não sou louca de querer pegar ela em pé né? Meu objetivo era colocar logo para o chão mesmo (risos). Mas em algum momento durante a luta você chegou a se sentir ameaçada?

Não, em questões técnicas não. Só tive dificuldades mesmo na minha parte muscular, quando eu tinha que fazer muita força, eu senti uma certa dificuldade, um pouco de dor. Você já tem alguma luta em vista? Vai lutar na Copa do Mundo de Jiu-Jitsu?

Já tenho uma luta marcada para mês que vem, lá pelo dia 27 em Curitiba. Vou lutar na Copa do Mundo sim, e também na Copa do Brasil. Ainda não sei as minhas adversárias em cada evento, mas tá tudo certo para a minha participação. Qual a maior dificuldade que você encontra hoje para lutar? Patrocínio, falta de eventos para mulheres ou preconceito?

Acho que a falta de apoio, de patrocínio é o pior hoje mesmo. O preconceito já não existe mais, o pessoal já gosta de assistir mulheres lutando. Isso tudo mudou muito. Quando eu comecei, há 12 anos atrás, o preconceito ainda existia, diziam para mim que lutar não era coisa para mulher, mas hoje não é mais assim. Ouvi rumores de que você enfrentaria um homem na sua categoria de peso. Isso é sério mesmo?

Não, Deus me Livre (risos)! O máximo que já fiz foi lutar Submission mesmo só dentro da academia. Mas Vale-Tudo sério contra um homem, não mesmo. Quais são seus planos para o futuro?

Bom, é treinar sempre. Continuar treinando sério e fazer também uma faculdade de Educação Física, para que eu sempre continue nesse meio. Você gostaria de mandar algum recado para as mulheres que estão começando no meio da luta e para quem admira o seu trabalho?

Eu queria primeiramente agradecer àqueles que acreditam no meu trabalho, a quem sempre me deu suporte e me ajudou, tanto nos treinos, quanto na vida. E para as mulheres, queria dizer que mulher tem que treinar muito, o dobro do que o homem treina. Para ser boa de verdade, tem que treinar demais e querer muito. Esse é o começo.

Comentários

  • TATAMEShop

  • X