27/03/2012 15h00 - Atualizado em 27/09/2012 11h35

Pressionado, Ricardo Funch tenta esquecer as derrotas no UFC


Ricardo Funch tem três derrotas na carreira, todas pelo Ultimate. E, no dia 22 de junho, o brasileiro terá, possivelmente, sua última chance na organização, diante de Dan Miller, pelo UFC on FX 4, que será realizado nos Estados Unidos.

Em entrevista à TATAME, o baiano, que perdeu para Mike Pyle, em segundos, na segunda edição do UFC Rio, revelou que o resultado ainda o perturba, mas, que está focado para alcançar a sonhada vitória no evento.

“A derrota ainda dói, mas tenho um novo duelo e não posso focar no leite derramado. Tenho que esquecer e focar no que está por vir. À noite, quando deito a cabeça no travesseiro, ainda passa a luta pela cabeça”, disse Funch, que, apesar do revés, recebeu apoio de Joe Silva, matchmaker do UFC.

“Depois da minha luta, o Joe Silva agradeceu por eu ter aceitado a luta em cima da hora, por ter ajudado o show”.

Pupilo de Marco Alvan e companheiro de treinos de Gabriel Napão, na Team Link, Funch, que ainda não traçou a estratégia para o combate, contou como pretende lidar com a pressão pela vitória.

“É muita pressão mesmo. Tenho que me preocupar porque meu estilo de vida está em jogo. Ao mesmo tempo, tenho que pensar mais na luta do que no que pode acontecer. Jogo bola, nado, tudo para manter a mente ocupada. Vou dar o meu máximo”.

Ricardo Funch, que também atua como policial nos Estados Unidos, analisou Dan Miller, mas espera ver mais vídeos do adversário para estudá-lo melhor.

“Ele já lutou com bastante cara duro, como (Chael) Sonnen, Demian Maia, (Nate) Marquardt. É um cara que não está de bobeira. Ele não me parece espetacular em nada, mas bom em tudo. Tem boa base de Boxe, Wrestling e é faixa-preta de Jiu-Jitsu. É completo em todas as áreas. Preciso ver mais vídeos dele para explorar o lado mais fraco”.

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