13/01/2011 06h19 - Atualizado em 18/07/2012 02h21
Thiago Silva
Por Da Redação
Thiago Silva conseguiu uma vitória impecável contra Brandon Vera, no primeiro UFC de 2011, e mostrou um lado diferente: estratégico. Conhecido pela agressividade, o paulista adotou uma postura mais inteligente e dominou os 15 minutos da luta, e contou em entrevista à TATAME que esta mudança deve se manter na luta contra Quinton “Rampage” Jackson, programada para o UFC 130. “Os fãs podem sempre esperar agressividade, essa é a minha característica e não vou mudar nunca, mas será uma agressividade unificada com a estratégia. O nível está muito forte, não podemos querer conseguir tudo no coração”, conta o atleta da ATT, que explicou a provocação durante a luta contra Vera e comentou a polêmica “batucada” do último round, respondendo às críticas do americano Jon Jones. “Vejo esse cara como um otário, um babaca. Todo mundo é lutador profissional e toda luta tem provocação. O Brandon Vera falou que ia quebrar as minhas pernas, que eu não era do nível dele. Eu não falo, eu faço”, disparou.
Como estão as coisas depois da vitória?
Segunda-feira eu já volto a treinar… Graças a Deus o UFC me deu uma oportunidade boa, contra o Rampage, e tirei duas semanas para dar uma descansada e não me machucar quando voltar. Estou felizão!
Você disse antes da luta com o Brandon Vera que queria o nocaute, mas conseguiu a vitória de qualquer maneira. O que você achou da luta?
Eu estava procurando o nocaute, mas vi que ele abriu uma brecha e estava praticamente me dando as quedas. Ele se defendeu muito bem, foi difícil finalizar. Eu já não sou um finalizador muito bom, mas procurei bater muito. Ele é duro, se defendeu bem, mas dominei a luta.
Ficou um gostinho de “quero mais” por não ter conseguido o nocaute?
Sempre fica, né, mas eu lutei com mais cautela. Foi a primeira luta depois de um ano e não sabíamos como a coluna ia reagir. Tive que fazer um jogo mais tático. O pessoal está acostumado a ver o Thiago Silva diferente, mas estou com 28 anos e três hérnias. Se quero continuar minha carreira por mais tempo, tenho que me adequar, e aos poucos vamos evoluindo.
Você e o Brandon Vera se provocaram depois do primeiro round, e ele voltou mais agressivo no assalto seguinte. E você ainda deu uns tapinhas nas costas dele na terceira etapa. Foi pura provocação ou você tentou fazê-lo errar?
A gente nunca faz nada à toa. O que fiz ali foi para tirar a concentração dele. A única provocação que fiz foi na hora que dei os tapinhas de bateria nas costas dele, os outros tapas eu dei porque minha mão estava doendo quando eu socava, porque eu quebrei o dedão. O tapa abria caminho para correr atrás de uma finalização ou algo assim. A única provocação foram os tapinhas nas costas e foram para desconcentrar ele, não tem outro motivo.
O Jon Jones criticou bastante a sua atitude de dar tapas, dizendo que não foi respeitoso e que não condizia com a atitude de um artista marcial… O que você achou disso?
Vejo esse cara como um otário, um babaca. Todo mundo é lutador profissional e toda luta tem provocação. Se você ver, todo mundo se provoca, mas a diferença é que eu não falo nada. O Brandon Vera falou que ia quebrar as minhas pernas, que eu não era do nível dele. Eu não falo, eu faço. Você se destaca fazendo. Eu sou lutador profissional, mas nem sempre podemos agradar a todos. Sempre tem alguém atrás de um computador, com um prato de batatas-fritas, pronto pra te criticar. Eu luto pelo público, pelo dinheiro e para colocar o meu nome no topo. Falar é muito fácil, ninguém sabe o que se passa na sua vida, o seu treinamento… Eu acho que fiz o meu trabalho. Quem gosta, gosta, quem quiser não goste.
Como você acha que o jogo do Rampage encaixa com o seu?
É um jogo que casa porque nós dois somos da luta em pé. Ele foge da luta de chão, não bota pra baixo e quer trocar o Boxe dele. Vai ser uma luta boa porque vai ter um pouco de tudo.
Que Thiago podemos esperar contra Rampage: agressivo ou estratégico?
Os fãs podem sempre esperar agressividade, essa é a minha característica e não vou mudar nunca, mas será uma agressividade unificada com a estratégia. O negócio é vencer. O nível está muito forte, não podemos querer conseguir tudo no coração, mas a agressividade vai sempre continuar.

















