Tibau reclama dos altos impostos: ‘Deixei de receber R$ 50 mil’

Tibau não quer mais lutar no UFC do Brasil (Foto UFC)

Gleison Tibau encara Evan Dunham no UFC 156, dia 2 de fevereiro, em busca de recuperação. Apesar de vir de vitória no octógono, sobre Francisco Massaranduba, o peso leve quer retomar a boa sequência de três triunfos, quebrada em 2012.

“Eu vinha de muitas lutas boas, mas a luta contra o russo me atrapalhou um pouco. A categoria está muito tumultuada, tem muito atleta, então estou com muita vitória de ganhar essa luta”, disse o atleta, em entrevista exclusiva à TATAME, rasgando elogios ao oponente – mas garantindo a vitória

“A gente está com uma equipe muito boa. O Evan Dunham é um cara que gosta de ir pra briga, faz boas lutas, não amarra… A estratégia é entrar na porrada, cair pra dentro. Quero fazer uma grande luta”, promete Gleison. “Quero somar bastantes vitórias. Estou vindo de uma luta muito boa com o Massaranduba e espero fazer uma grande luta com ele para chegar próximo do título”.

Gleison Tibau vem de vitória sobre Massaranduba (Foto UFC)

Após passar pela experiência de lutar (e vencer) em uma edição do UFC no Brasil, Tibau não quer mais atuar em sua terra natal. Ele deixa claro que a experiência foi emocionante, mas conta que sofreu demais no bolso.

“Profissionalmente, gostei muito de lutar no UFC do Brasil, mas, financeiramente, achei um absurdo. O Brasil cobra muitas taxas das nossas bolsas, então fiquei desmotivado de lutar no Brasil por conta disso”, critica o lutador.

“A gente paga a taxa, não tem problema, mas o dinheiro não vai para a saúde, não gera benefício para o público. Se fosse uma taxa que você paga, mas vê o benefício, tudo bem… A política no Brasil é uma roubalheira muito grande, isso me deixou muito triste”.

Tibau não revela o valor total de sua bolsa, mas conta que o prejuízo na luta contra Massaranduba, por conta da alta taxa de impostos no país, chegou a 50 mil reais.

“Se tivesse lutado nos Estados Unidos, sempre declaro minhas bolsas no fim do ano. No Brasil, o cheque já vem descontado, então são 50 mil reais que eu deixo de receber. É uma taxa muito pesada”, revela. “Eu e outros amigos que lutaram no Brasil reclamaram… A gente perde 30% da bolsa”.

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